Vicentinho Júnior cobra fim do FET, defende redução da burocracia e investimento em tecnologia para melhorar a vida dos produtores

ATUALIZAÇÕES

“Estado deve ser parceiro dos produtores e não considerá-los como meros pagadores de impostos”, afirma o pré -candidato ao governo do Tocantins.

Ao participar da Abertura Nacional da Colheita de Soja 2026, o pré-candidato ao governo do Tocantins Vicentinho Júnior pleiteou o fim da cobrança do FET (Fundo Estadual de Transporte) no Estado.
Na presença do titular do Executivo estadual Wanderlei Barbosa na plateia, o parlamentar parabenizou a gestão pela melhoria e recuperação das estradas, mas foi enfático na defesa dos produtores, que são obrigados a pagar pela conservação da malha viária. “Senhor governador, parabenizo pela recuperação e melhorias nas estradas do Estado, mas digo: Está na hora de acabar com o FET. Não podemos colocar essa carga tão pesada nas costas do produtor”, comentou. A lei estadual foi contestada por entidades do agro na Justiça.

Ele destacou a necessidade de reduzir a burocracia e investir mais em tecnologia no campo. “A desburocratização é fundamental. Falo de processos em geral, do Naturatins, por meio do CAR [Cadastro Ambiental Rural], principalmente”, disse.

O evento ocorreu na manhã desta sexta-feira, dia 30, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional. “A tecnologia que fiscaliza e pune o produtor tem que ser usada para regularizar e facilitar a vida das mulheres e homens do campo”, complementou.

Em seu pronunciamento, o parlamentar falou da importância do agronegócio para o desenvolvimento socioeconômico do Tocantins.

Ele citou ainda problemas como alta taxa de juros, inadimplência dos produtores e a necessidade de segurança jurídica para trabalhar.

O pré -candidato fez questão também de citar que o Estado,. enquanto instituição, “deve ser parceiro dos produtores”. “Eles não podem ser meros pagadores de impostos”, disse. “Estado exportou mais de 3 bilhões de dólares, ou seja, mais de 16 bilhões de reais. É fruto do suor e trabalho dos produtores e trabalhadores do campo. É dinheiro que vem de fora para dentro do Estado, que gera emprego e melhora a vida da nossa gente do campo e da cidade também “, complementou.